Prefeito de Estreito é cassado por uso da máquina pública e ações irregulares em campanha eleitoral

Prefeito de Estreito é cassado por uso da máquina pública e ações irregulares em campanha eleitoral

Política

A Justiça Eleitoral cassou os mandatos do prefeito de Estreito, Léo Cunha (PL), e da vice-prefeita Irenilde da Silva (PT) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024.

A decisão aponta uso da máquina pública, distribuição de brindes e realização de eventos com caráter eleitoral como parte de uma estratégia que comprometeu o equilíbrio da disputa.

A sentença foi assinada pelo juiz Bruno Nayro de Andrade Miranda, da 82ª Zona Eleitoral, e divulgada nessa segunda-feira (4).

Além da perda dos mandatos, a Justiça anulou os registros de candidatura dos dois gestores. Léo Cunha também foi declarado inelegível por oito anos. Já a vice não recebeu a mesma penalidade por ter sido considerada participante passiva nas irregularidades.

Irregularidades

De acordo com a decisão, houve uso da estrutura da administração municipal para favorecer a candidatura, além de práticas vedadas durante o período eleitoral.

Entre os casos citados está a entrega de uma ambulância no povoado Brejo da Ilha, que teria sido transformada em ato de campanha, com presença de bandeiras e jingles. Após a eleição, o veículo foi retirado da comunidade.

A sentença também menciona a distribuição de brindes, como camisetas e pulseiras, com objetivo de influenciar eleitores, além da realização de comício fora do horário permitido e uso de bens públicos em eventos políticos.

Outro ponto destacado foi a concessão de reajuste salarial a servidores dentro do período vedado pela legislação eleitoral.

Segundo o juiz, as práticas não ocorreram de forma isolada. A decisão aponta que houve uma sequência de ações capazes de desequilibrar a disputa e afetar o resultado do pleito tornando-o ilegítimo..

Cabe recurso

Apesar da cassação, o prefeito e a vice ainda podem recorrer. Eles permanecem nos cargos até decisão definitiva da Justiça Eleitoral ou eventual análise por instâncias superiores.

Até a publicação desta matéria, a defesa dos gestores não havia se manifestado.

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