Lula marca 44% contra 39% de Flávio Bolsonaro em nova pesquisa Quaest

Lula marca 44% contra 39% de Flávio Bolsonaro em nova pesquisa Quaest

Política

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança em um eventual segundo turno da disputa presidencial de 2026, mas a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encolheu. É o que mostra a nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5), que coloca Lula com 44% das intenções de voto, contra 39% de Flávio.

Na pesquisa anterior, realizada em julho, o petista aparecia com 45%, enquanto o senador registrava 37%. A redução da distância entre os dois ocorre dentro da margem de erro, mas reforça um cenário de maior equilíbrio na disputa. Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o desempenho de Flávio é resultado de uma reorganização do eleitorado de direita, com a retomada do apoio de parte dos eleitores antipetistas.

No cenário de primeiro turno, Lula também aparece na frente, com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que soma 30%.

A pesquisa revela ainda que ambos enfrentam altos índices de rejeição. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 54% dos entrevistados, enquanto Lula registra 52%, o que indica uma disputa marcada pela elevada resistência aos dois principais nomes testados.

A avaliação do governo federal permanece praticamente dividida. Segundo o levantamento, 48% aprovam a gestão de Lula, enquanto 47% a desaprovam. Quando questionados sobre a administração, 36% a classificam como positiva, o mesmo percentual dos que a consideram negativa, e outros 26% a definem como regular.

Na área econômica, 43% dos entrevistados afirmam que a situação do país piorou nos últimos 12 meses, percentual igual ao registrado em julho. Outros 35% avaliam que a economia permaneceu estável e 19% dizem que houve melhora. Apesar disso, aumentou o número de brasileiros que acreditam em uma recuperação econômica: 46% esperam melhora nos próximos 12 meses, ante 39% na pesquisa anterior.

O levantamento também avaliou o impacto político da reaproximação entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A maioria dos entrevistados (59%) afirmou não saber que os dois haviam feito as pazes. Entre os que responderam, 59% consideram a reconciliação positiva, e 46% acreditam que o apoio de Michelle aumenta as chances eleitorais do senador.

O levantamento mediu a opinião dos eleitores sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de proibir Flávio Bolsonaro de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi considerada errada por 52% dos entrevistados, enquanto 41% avaliaram que ela foi correta.

A pesquisa também mediu a percepção sobre a resposta do governo brasileiro ao aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Para 43% dos entrevistados, Lula agiu mal diante da situação, enquanto 38% avaliaram sua atuação como positiva. Ao serem questionados sobre quem mais defende os interesses do Brasil atualmente, 46% apontaram Lula e 38% citaram Flávio Bolsonaro.

Segundo Felipe Nunes, os programas do governo continuam influenciando a opinião pública, mas já não produzem o mesmo ganho político observado anteriormente. Como exemplo, ele destaca a redução da percepção positiva sobre o Desenrola e a queda no percentual de beneficiários que afirmam ter sentido melhora significativa na renda.

Dados da pesquisa

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores em todo o país entre os dias 31 de julho e 3 de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026 e foi encomendado pelo Banco Genial.

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