O ex-deputado e candidato a deputado estadual Leonardo Sá foi alvo da Operação Laudo Cego, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (22). O site do Luís Pablo apurou que os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão nas casas do político em Pinheiro-MA e São Luís-MA.
Ao todo, a PF cumpre 39 mandados em São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Pinheiro, Santa Helena, Palmeirândia, Presidente Sarney, Presidente Juscelino e Brejo, no Maranhão. A operação também chegou às cidades de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul; Cotia, em São Paulo; Parauapebas, no Pará; Parnaíba, no Piauí; e Ubajara, no Ceará.
Residência de Leonardo Sá
A investigação apura a atuação de um grupo suspeito de obter e manter fraudulentamente benefícios previdenciários por incapacidade temporária. Segundo a PF, o esquema reunia servidores públicos, profissionais da saúde, contadores, empresários e intermediários.
Entre as fraudes investigadas estão a emissão de laudos médicos falsos, a criação de vínculos empregatícios fictícios, a inserção de dados fraudulentos nos sistemas previdenciários, o recrutamento de beneficiários e a movimentação do dinheiro obtido ilegalmente. Até agora, foram identificados 172 benefícios suspeitos e um prejuízo de aproximadamente R$ 6,57 milhões aos cofres públicos.
Carro da casa de Leonardo Sá
A Operação Laudo Cego é um desdobramento da Operação Camisaria e integra a Força-Tarefa Previdenciária. A Justiça também determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal, a proibição de contato entre os investigados e o bloqueio de bens e valores para garantir o possível ressarcimento do prejuízo.
Leonardo Sá é médico e perito previdenciário do INSS. Em agosto do ano passado, o site mostrou que ele havia sido condenado pela Justiça Federal por enriquecimento ilícito decorrente do acúmulo ilegal de cargos públicos. O caso envolveu o recebimento simultâneo de remunerações durante o período em que exerceu os cargos de vereador e secretário municipal de Pinheiro.
Na sentença, Leonardo foi condenado a devolver o valor recebido irregularmente do INSS, pagar multa equivalente ao acréscimo patrimonial e ressarcir o prejuízo causado (reveja aqui).






Fonte: luispablo
