A Colômbia realiza o segundo turno das eleições presidentais neste domingo (19/6), em um cenário polarizado e com segurança pública no centro do debate. Os colombianos irão escolher entre Abellardo de la Espriella, candidato de direita, e Iván Cepeda, o candidato de esquerda e aliado do atual presidente, Gustavo Petro.
A eleição de Cepeda representaria uma continuidade do projeto político de Petro, primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, que não pôde disputar o pleito pois na Colômbia o presidente não pode ter dois mandatos seguidos.
Petro, em seu governo, aprovou as reformas trabalhista, que ampliou os direitos dos trabalhadores, e tributária, que aumentou impostos sobre os mais ricos. No entanto, enfrentou críticas à sua política de “paz total”, por não conseguir conter a expansão de grupos armados na Colômbia.
Já Espriella seria uma virada à direita na Colômbia, e tem o apoio público do presidente norte-americano, Donald Trump, que busca ampliar os países alinhados com seu governo na América Latina. Espriella se espelha em figuras como o presidente da Argentina, Javier Milei, e de El Salvador, Nayib Bukele, prometendo reduzir bruscamente o tamanho do Estado e adotar uma postura ofensiva contra a violência no país.
No primeiro turno, Cepeda obteve 9.703.921 dos votos (40,98%), e Espriella teve 10.366.143 (43,78%), em uma votação que contou com participação de 57% dos eleitores, já que na Colômbia o voto não é obrigatório.
Para o segundo turno, pesquisas eleitorais no país tem registrado o candidato de direita à frente nas intenções de voto.
