A Rússia vai enviar petróleo e derivados para Cuba como ajuda humanitária, informou a embaixada russa no país. Cuba vive uma crise energética, e os Estados Unidos ameaçam taxar qualquer país que negocie petróleo com a ilha caribenha.
Após a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, a crise se agravou em Cuba. A Venezuela é dos principais aliados e fornecedores de petróleo à ilha, e, desde o começo desde ano, os países não têm mais negociado petróleo.
O México, outro país que fornece petróleo a Cuba, disse que está negociando diplomaticamente o envio.
O porta-voz de imprensa do Kremlin, Dmitry Peskov, minimizou o efeito de possíveis tarifas norte-americanas. “Não queremos nenhuma escalada (em tarifas), mas, por outro lado, atualmente, não temos muito comércio (com os EUA). Essa é a realidade”, resaltou, em coletiva de imprensa.
O embaixador russo em Cuba, Viktor Koronelli, declarou esta semana que a ilha está buscando formas de resistir à crise energética e ao bloqueio dos EUA, como o aumento na produção de petróleo e a utilização de fontes alternativas de energia elétrica, principalmente, painéis solares.
Koronelli acrescentou que a Rússia é a aliada número um de Cuba: “Claro que, sem a ajuda dos amigos, seria extremamente difícil para os nossos irmãos cubanos; por isso, em Cuba, contam muito com a ajuda e a solidariedade dos estados-irmãos e dos povos-irmãos. E, entre eles, a Rússia ocupa o primeiro lugar, claro. Não vamos abandonar Cuba”, destacou.
