A mãe de Ágatha e Allan, Clarice, afirmou nesta quarta-feira, 9, em entrevista à Band Maranhão, que continua acreditando que os filhos estão vivos e que poderão ser encontrados. A declaração foi dada após a divulgação de imagens de crianças localizadas nos Estados Unidos, que são analisadas pela Polícia Federal diante da possibilidade de serem os irmãos maranhenses.
Clarice disse que nunca perdeu a esperança de que os filhos tenham sido raptados e estejam vivos. Segundo ela, o sentimento de mãe sempre apontou para essa possibilidade.
“Eu sempre falei nas minhas entrevistas que o coração de mãe não engana. O meu sempre fala que meus filhos estão vivos. Eu tenho essa fé que meus filhos vão ser encontrados, e o mais rápido possível”, afirmou.
Ao ser questionada sobre as imagens divulgadas, Clarice disse ter reconhecido características do filho em uma das crianças. Ela apontou especialmente para uma fotografia em que a criança aparece utilizando um tubo de oxigênio.
“Não dá para ter muita certeza, mas cada característica da criança é igual à do Michael”, declarou. Para ela, a semelhança está na afeição, na cor e em outros traços físicos. Apesar da impressão, Clarice ressaltou que somente um exame genético poderá confirmar a identidade.
A possibilidade de reencontrar os filhos também renovou a disposição da mãe para continuar lutando. Clarice afirmou que tem colocado a situação nas mãos de Deus e que encontra força para seguir na busca.
“Eu entreguei nas mãos de Deus e Ele vem me sustentando até aqui para eu lutar pelos meus filhos”, disse.
Ao falar sobre o momento que está vivendo, Clarice resumiu o sentimento em duas palavras: ansiedade e gratidão. Ela agradeceu às pessoas que ajudaram a levar a história dos filhos cada vez mais longe e afirmou que agora espera pelos próximos passos da investigação.
“É só esperar que eu tenha meus filhos de volta comigo”, afirmou.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, publicou nesta quarta-feira, 9, uma manifestação sobre o desaparecimento de Ágatha e Allan e destacou que as crianças estão na lista da Interpol há meses.
Segundo Brandão, a inclusão foi resultado da articulação entre a Polícia Civil, a Polícia Federal e outras instituições para ampliar a cooperação internacional nas buscas.
O governador afirmou que as diligências continuam e que as informações recebidas são analisadas pelas equipes responsáveis. Ele também pediu que qualquer informação sobre as crianças seja repassada pelo Disque-Denúncia, no 181.