Maranhão deve liderar crescimento do PIB na região Nordeste em 2027, aponta Santander

Maranhão deve liderar crescimento do PIB na região Nordeste em 2027, aponta Santander

Economia

O Maranhão deverá registrar o maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre os estados do Nordeste em 2027, de acordo com projeções apresentadas no relatório Brasil – Cenário Regional, elaborado pelo Departamento Econômico do Banco Santander.

A estimativa aponta expansão de 1,79% da economia maranhense no período, desempenho superior às médias previstas para o Nordeste e para o Brasil.

Caso o cenário se confirme, o estado ocupará a décima posição entre as maiores taxas de crescimento econômico do país. O estudo foi elaborado com base nos dados mais recentes do PIB regional divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes até 2023, além de projeções para os anos de 2024 a 2027.

O levantamento ressalta que os percentuais indicam a velocidade de crescimento das economias estaduais e não o tamanho absoluto do PIB. Dessa forma, estados com economias menores podem apresentar taxas mais elevadas de expansão sem necessariamente superar os maiores centros econômicos do país em volume de produção.

Maranhão lidera projeções no Nordeste

Segundo o relatório, o Maranhão deverá encerrar 2027 à frente dos demais estados nordestinos em crescimento econômico, com previsão de alta de 1,79%. Na sequência aparecem o Piauí, com estimativa de 1,76%, e a Paraíba, com 1,69%. Todos os três estados apresentam projeções acima da média nacional, estimada em 1%, índice que também deverá ser registrado pela Região Nordeste.

Para 2026, o cenário também permanece favorável. A expectativa é de crescimento de 2,2% para o Maranhão, ficando atrás apenas da Paraíba, cuja projeção é de 2,3%. Os números continuam superiores às médias previstas para o Nordeste, de 1,6%, e para o Brasil, de 1,8%.

O secretário de Estado de Indústria e Comércio, Júnior Marreca, atribui o desempenho esperado às políticas voltadas ao desenvolvimento econômico do estado.

“Recebemos essa projeção com muito otimismo, pois mais uma vez temos dados que mostram que o Maranhão está crescendo. Esse crescimento é resultado da combinação da atração de novos investimentos, apoio ao empreendedorismo, fortalecimento da infraestrutura e geração de oportunidades para a população maranhense. Estar entre os estados com maior perspectiva de crescimento do PIB do Nordeste mostra e reforça nossa confiança na capacidade do Maranhão de continuar crescendo acima das médias regional e nacional”, pontuou.

Imesc prevê crescimento ainda maior

O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) concorda com a tendência de crescimento apresentada pelo mercado financeiro, mas considera que o desempenho da economia maranhense poderá ser superior ao projetado pelo Banco Santander.

Segundo o presidente do instituto, Dionatan Carvalho, a avaliação leva em consideração fatores específicos da economia estadual, como o aumento dos investimentos privados e a ampliação da infraestrutura pública.

“Instituições mais atreladas ao mercado financeiro – caso do Banco Santander – elaboram projeções para o crescimento das economias globais e regionais com base no cenário econômico vigente e em premissas particulares acerca da trajetória futura de variáveis macroeconômicas. No entanto, considerando as particularidades internamente conhecidas no Maranhão tais como a atração crescente de investimento, bem como o aumento da infraestrutura alavancada pelo setor público, nossas expectativas são mais otimistas”, comentou Dionatan Carvalho, presidente do Imesc, após avaliar os dados apontados pelo Banco Santander.

O dirigente acrescenta que as estimativas do instituto são elaboradas a partir do acompanhamento contínuo dos indicadores econômicos do estado.

“Portanto, tendo em vista as taxas de crescimento do PIB do Maranhão em 2024 e 2025 (ambas de 4%) e o início de 2026 beirando 5% de crescimento, é bastante razoável ponderar para cima a expectativa de crescimento da economia do estado neste e no próximo ano”, pontuou Dionatan Carvalho.

Serviços devem liderar expansão da economia

Entre os setores produtivos, o segmento de serviços aparece como o principal responsável pela expansão econômica do Maranhão nos próximos anos. As projeções apontam crescimento de 2,7% em 2026 e de 1,9% em 2027, colocando o estado na liderança do Nordeste nesse setor durante o biênio.

As estimativas também superam as médias previstas para a região, de 1,9% e 0,9%, e para o Brasil, de 2% e 1%, respectivamente.

A indústria também deverá apresentar desempenho acima da média nacional. O relatório estima crescimento de 3,8% em 2026 e de 3,7% em 2027, índices suficientes para posicionar o Maranhão entre os estados com melhor desempenho industrial do país nesses dois anos.

Enquanto isso, as projeções nacionais para o setor industrial são de 1,7% em 2026 e 1,5% em 2027. No Nordeste, a expectativa é de crescimento de 2,1% e 1,9% no mesmo período.

Incentivos e crédito impulsionam investimentos

De acordo com a Secretaria de Estado de Indústria e Comércio (Seinc), parte desse cenário positivo está relacionada às políticas de incentivo à instalação de empresas e ao fortalecimento dos negócios locais.

Entre as iniciativas está a Lei Estadual nº 10.690/2017, que estabelece incentivos fiscais por meio da sistemática de tributação do ICMS para estimular novos investimentos.

“Além disso, por meio de parceria com o Sistema S, o Governo do Estado auxilia empresas que se instalam no Maranhão a contratarem fornecedores locais, fortalecendo a economia das regiões onde esses pequenos e médios negócios atuam”, informa Júnior Marreca.

Outro programa destacado pela secretaria é o Juro Zero, voltado ao fortalecimento dos pequenos empreendedores, incluindo microempreendedores individuais (MEIs), trabalhadores formais e informais, beneficiários de programas sociais e negócios liderados por mulheres.

“Em 2025, além dos juros dos créditos concedidos totalmente subsidiados pelo governo estadual, o valor do microcrédito aumentou para R$ 22 mil”, frisou Marreca.

Os recursos podem ser utilizados para ampliar empreendimentos, adquirir equipamentos, realizar reformas, reforçar o capital de giro ou equilibrar o fluxo de caixa das empresas. O acesso ao crédito é realizado por meio das agências do Banco do Nordeste (Crediamigo), Ceape e Sicoob.

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