A Justiça do Maranhão concedeu liberdade provisória a Alynne Pinheiro Ribeiro Trindade, de 41 anos, investigada por suspeita de aplicar golpes na comercialização de passagens aéreas e pacotes de viagens falsos.
Ela permaneceu presa por 12 dias em São Luís. A decisão foi proferida pelo desembargador Raimundo Neres, que reconsiderou o pedido apresentado pela defesa.
Apesar de deixar a prisão, Alynne deverá cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Ela responderá ao processo em liberdade.
Segundo as investigações da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), a mulher teria utilizado ferramentas de inteligência artificial para produzir comprovantes falsos e dar credibilidade às ofertas de viagens.
Os pacotes eram vendidos por valores que chegavam a R$ 10 mil, mas as passagens prometidas não eram emitidas. O prejuízo financeiro inicialmente estimado é de quase R$ 200 mil, com pelo menos 13 vítimas identificadas nas informações mais recentes do caso.
Em nota, a defesa afirmou que Alynne sempre esteve à disposição da Justiça e das autoridades responsáveis pela investigação.
Sobre as acusações, os advogados informaram que os fatos serão esclarecidos durante o processo, mediante a apresentação das provas pertinentes.
