Um terremoto de magnitude 7,8 deixou pelo 37 mortos nas Filipinas, segundo a agência CBC. As equipes de resgate mantêm, nesta terça-feira (9/6), as buscas em edifícios destruídos próximo à ilha de Mindanao, no Sul do país.
Os tremores começaram na segunda-feira (8/6). Até agora, são mais de 500 feridos e mais de 32 mil desabrigados.
Algumas pessoas deixaram as suas casas por receio de novos tremores e da possibilidade de um tsunami. Elas foram levadas para abrigos em centros de emergência montados pelas autoridades.
Este é considerado um dos terremotos mais fortes a atingir o arquipélago nas últimas décadas, com registro de ondas de até 1,4 metro acima do nível normal da maré após o abalo sísmico.
Grande parte das vítimas morreu em decorrência do colapso de edifícios e de deslizamentos de terra. A cidade de General Santos, importante centro portuário e conhecida pela indústria pesqueira, foi uma das áreas mais atingidas. Treze pessoas morreram em consequência do desabamento de estruturas e da queda de escombros.
Uma avaliação preliminar apontou danos em aproximadamente 2,5 mil residências e mais de 100 prédios públicos. O aeroporto internacional de General Santos permaneceu fechado, provocando o cancelamento de dezenas de voos.
Segundo especialistas, este foi o terremoto mais forte a atingir as Filipinas desde 1976, quando um tremor de magnitude 8,1 gerou tsunami que matou cerca de 8 mil pessoas.
O presidente Ferdinand Marcos Jr. enviou autoridades federais para coordenar as operações de busca, resgate e assistência às vítimas. Nações como Estados Unidos, França, Japão e Nova Zelândia também ofereceram apoio.
