Erika Hilton pede ao MPF suspensão de recurso de localização em tempo real do Instagram

Erika Hilton pede ao MPF suspensão de recurso de localização em tempo real do Instagram

Política

A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) anunciou, na manhã desta quarta-feira (11), que irá acionar o Ministério Público Federal (MPF) para solicitar a suspensão imediata do novo recurso de localização em tempo real lançado pelo Instagram.

Em publicações nas redes sociais, a parlamentar criticou a funcionalidade, denominada Mapa de Amigos (Instagram Map), que permite aos usuários compartilhar e visualizar, em tempo real, a localização de contatos e de locais dentro da plataforma.

Segundo Erika Hilton, o recurso pode representar ameaças à segurança dos usuários, principalmente em situações envolvendo perseguição, violência e exposição indevida de dados pessoais. A deputada também questionou a maneira como a ferramenta foi apresentada aos usuários do aplicativo.

“Estou acionando o Ministério Público Federal e pedindo a suspensão imediata da nova função do Instagram que compartilha a localização dos usuários ao vivo em um mapa. Um clique errado e a localização é compartilhada. Isso coloca em risco mulheres, crianças e pessoas idosas”, declarou.

A parlamentar afirmou ainda que o menu de configurações da ferramenta seria confuso e poderia induzir os usuários a autorizarem o compartilhamento da localização sem plena compreensão das implicações. Ela também alegou que desativar o GPS do aparelho não impediria totalmente o funcionamento do recurso.

De acordo com Hilton, a própria plataforma informa que, na ausência do sinal de GPS, outros dados de conexão podem ser utilizados para estimar a localização do usuário. Para a deputada, a implementação da funcionalidade ocorreu de forma “completamente irresponsável”, sem a devida avaliação dos possíveis impactos à segurança das pessoas.

Presidente da Comissão das Mulheres da Câmara dos Deputados, Erika Hilton afirmou estar preocupada com os potenciais efeitos da ferramenta, especialmente para grupos mais vulneráveis.

Enquanto o pedido de suspensão não é analisado pelo MPF, a deputada orientou os usuários a revisarem as configurações de privacidade de suas contas e, caso desejem, desativarem o compartilhamento de localização.

Procurada para comentar o caso e esclarecer detalhes sobre o funcionamento do recurso, a Meta, empresa responsável pelo Instagram, ainda não havia se manifestado até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para posicionamento.

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