Em meio à enxurrada de pesquisas, encomendadas para turbinar ou confundir a preferência dos eleitores, chama atenção a enorme contradição entre os números apresentados para favorecer o pré-candidato a governador do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), e a realidade dos eventos com a participação do ex-prefeito de São Luís.
Braide vem divulgando maciçamente uma vantagem que não aparece nas manifestações populares dos municípios onde percorre. Cidades maranhenses como Bequimão ou Bacurituba, os registros onde o ex-prefeito aparece não contabilizam nem 10 pessoas posando para a fotos. Nos eventos, em ambientes fechados ou mesas de comidas, ninguém observa a multidão que as pesquisas anunciam como inclinadas a eleger o pré-candidato.
A discrepância entre os números e os fatos é abissal. No último dia 8, o Instituto Veritá projetou que Eduardo Braide venceria com 59% dos votos válidos, contra 20,7% de Orleans Brandão (MDB);10,5% de Lahesio Bonfim (Novo). Em contradição com os resultados de pesquisas favoráveis a Eduardo Braide, Orleans foi saudado por uma multidão no município de Pinheiro, na Baixada Maranhense.
Em abril, o mesmo instituto já havia sido alvo de deferimento parcial, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), de um pedido de liminar feito pela Federação Renovação Solidária. A juíza plantonista Rosângela Santos Prazeres Macieira apontou “omissões formais e inconsistências técnicas”.
A última pesquisa que favorece o ex-prefeito de São Luís, com 50,1% das intenções de voto, feita pela AtlasIntel, divulgada na última sexta-feira (15), foi realizada de forma totalmente virtual, o que levanta questionamentos sobre a metodologia de coleta de respostas pela internet enquanto os usuários navegam na web. Com uma pré-campanha intensa nas redes sociais e com uma pesquisa 100% digital, Braide só precisa lembrar que a urna é a única coisa “eletrônica” nas eleições.
