Governo cria subsídio para evitar aumento no preço do gás de cozinha

Governo cria subsídio para evitar aumento no preço do gás de cozinha

Economia

Uma medida provisória publicada nesta terça-feira (28) abre crédito extraordinário de R$ 330 milhões para subsidiar a importação de gás de cozinha, em meio à alta dos preços provocada pelo cenário internacional.

O recurso será utilizado para garantir que o gás liquefeito de petróleo (GLP) importado seja comercializado no país com valores equivalentes ao produto nacional, evitando repasses mais altos ao consumidor final.

A iniciativa integra um pacote anunciado pelo governo federal no início de abril para conter os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os combustíveis. O conflito elevou o preço do petróleo no mercado internacional, pressionando diretamente o custo do gás e do transporte.

Na prática, o governo paga parte da importação. Foi estabelecido um subsídio de R$ 850 por tonelada de GLP importado, com o objetivo de equilibrar os preços e reduzir o impacto no bolso da população, especialmente das famílias de baixa renda.

Segundo o Palácio do Planalto, a medida busca proteger o orçamento doméstico diante da alta dos combustíveis.

O subsídio terá validade inicial entre 1º de abril e 31 de maio, podendo ser prorrogado por mais dois meses, a depender da evolução dos preços internacionais.

Créditos extraordinários, como o aberto pela medida provisória, ficam fora do limite de gastos do arcabouço fiscal, mas entram no cálculo da meta de resultado primário.

Para 2026, a Lei de Diretrizes Orçamentárias prevê superávit de R$ 34,3 bilhões, com possibilidade de variação entre resultado zero e saldo positivo de até R$ 68,6 bilhões.

Atualmente, o Brasil importa cerca de 20% do gás de cozinha consumido no país, o que torna o produto sensível às oscilações do mercado internacional.

Além do conflito no Oriente Médio, fatores como aumento no custo do transporte e valorização do gás no exterior também contribuíram para a alta recente.

Com a medida, o governo tenta reduzir a volatilidade dos preços e evitar que as variações externas impactem de forma imediata o custo de vida da população.

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