Trump convoca gigantes do petróleo para planejar investimentos bilionários na Venezuela

Trump convoca gigantes do petróleo para planejar investimentos bilionários na Venezuela

Internacional

O redesenho da geopolítica energética na América Latina ganha velocidade nesta semana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agendou para a próxima sexta-feira (9) uma reunião estratégica com os principais executivos da Chevron, ConocoPhillips e Exxon. O objetivo central, segundo o Wall Street Journal, é coordenar um plano de investimentos massivos para reconstruir a infraestrutura petrolífera da Venezuela, após a deposição e captura de Nicolás Maduro no último sábado (3).

A movimentação ocorre após Trump revelar que o governo interino venezuelano já concordou com o envio imediato de 30 a 50 milhões de barris de petróleo de “alta qualidade” para os portos norte-americanos. O presidente solicitou ao secretário de Energia, Chris Wright, prioridade total na logística de transporte via navios-tanque, ressaltando que o produto será comercializado a preço de mercado para estabilizar o suprimento interno dos EUA.

Prioridade para empresas “expropriadas”

A estratégia de Trump marca uma tentativa de reverter as políticas de nacionalização iniciadas em 2007 por Hugo Chávez. Na época, grandes companhias americanas tiveram ativos confiscados na Faixa do Orinoco, região que abriga a maior reserva de petróleo do mundo (estimada em 235 bilhões de barris). Trump foi enfático ao afirmar que as empresas que foram “roubadas” pelo regime chavista terão prioridade absoluta no retorno ao país latino-americano.

Desafios da infraestrutura sucateada

Embora as reservas venezuelanas sejam vastas, o setor petrolífero do país sofre com anos de falta de manutenção e subinvestimento. Especialistas indicam que as petroleiras americanas enfrentarão o desafio de reconstruir refinarias e dutos quase do zero. Para a Casa Branca, o investimento bilionário das gigantes americanas é visto como a única via rápida para recuperar a produção venezuelana e consolidar a influência econômica dos EUA no território vizinho.

A reunião de sexta-feira deve definir os termos de concessão e as garantias de segurança jurídica que o novo governo venezuelano oferecerá às multinacionais. A retomada dessas operações pode alterar significativamente o fluxo global de energia, diminuindo a dependência de fontes do Oriente Médio e fortalecendo o eixo energético das Américas.

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