Khamenei diz que EUA quer “devorar” Irã e prevê conflito regional

Khamenei diz que EUA quer “devorar” Irã e prevê conflito regional

Internacional

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, fez uma série de declarações contra os Estados Unidos, neste domingo (1º/2), afirmando que o principal atrito entre Teerã e Washington decorre da ambição americana de “devorar” o Irã e controlar seus recursos e posição geopolítica.

Em trecho da fala, Khamenei afirmou que “o problema pode ser resumido em duas palavras: os Estados Unidos querem devorar o Irã”, citando os recursos naturais iranianos, como petróleo e gás, e sua localização estratégica como motivos da hostilidade americana.

“Por mais de 30 anos, os americanos estiveram presentes no Irã. Agora que esse controle foi rompido, eles estão tentando encontrar uma maneira de retomá-lo”, disse o líder.

O aiatolá também acusou os Estados Unidos de intento hegemônico e assegurou que a República Islâmica permanecerá firme, “impedindo isso”, reforçando que irá resistir a tentativas de intervenção ou dominação estrangeira.

Crescimento de tensões e contexto militar

  • As declarações ocorrem em meio a uma intensificação da presença militar dos EUA no Oriente Médio.
  • Navios de guerra e um porta-aviões dos EUA estão posicionados na região em resposta à repressão de protestos internos e às contínuas disputas em torno do programa nuclear iraniano e da crise política interna em Teerã.
  • Khamenei também criticou, repetidamente, as ameaças norte-americanas, dirigidas nos últimos meses pelo presidente Donald Trump, que vinculou possíveis ações militares à situação interna no Irã e ao programa nuclear do país.

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Khamenei advertiu que um eventual ataque norte-americano ao Irã poderia desencadear um conflito de maior escala no Oriente Médio, com risco de se transformar em uma “guerra regional”.

Apesar do tom duro, o líder iraniano destacou que o país não busca iniciar hostilidades, mas está preparado para responder com força caso seja atacado.

Ele ressaltou que a alternativa diplomática permanece, com Teerã afirmando estar aberto a negociações justas que não comprometam suas capacidades defensivas, embora mantenha firme sua oposição a pressões externas consideradas injustas.

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