O mercado financeiro brasileiro encerrou a Quarta-Feira de Cinzas (18) com o dólar à vista em alta de 0,21%, cotado a R$ 5,24. O movimento acompanhou o fortalecimento da divisa dos Estados Unidos no cenário internacional, refletido na subida do índice DXY, que monitora o desempenho do dólar frente às principais moedas globais. No mesmo período, o Ibovespa registrou queda de 0,75%, situando-se na casa dos 185 mil pontos, influenciado por um cenário de maior aversão ao risco.
No cenário doméstico, o destaque foi a decretação, pelo Banco Central, da liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno DTVM. A autoridade monetária justificou a medida apontando deterioração financeira, problemas de liquidez e descumprimento de normas regulatórias.
Embora as instituições representem apenas 0,04% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional, o episódio gerou repercussão ao envolver o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que deverá realizar ressarcimentos bilionários, e ao levantar debates sobre a saúde financeira de bancos de médio porte.
O caso ganha contornos específicos devido ao histórico recente das instituições, que foram vendidas no ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, vinculando o episódio indiretamente ao contexto do Banco Master. Enquanto isso, no exterior, investidores analisaram a ata da última reunião do Federal Reserve, que manteve as taxas de juros americanas no patamar entre 3,5% e 3,75% no final de janeiro.
Diante da instabilidade nos mercados variáveis, o ouro voltou a ser procurado como ativo de proteção. Os contratos futuros do metal apresentaram valorização superior a 2%, ultrapassando a marca histórica de US$ 5 mil por onça-troy.
O cenário reflete a cautela dos investidores tanto com os desdobramentos bancários no Brasil quanto com as sinalizações da política monetária dos Estados Unidos.
