As investigações sobre o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, em Bacabal, entraram em uma nova fase com mudança na estratégia das autoridades. Após o encerramento das buscas em áreas de mata, onde não foram encontradas novas pistas, as equipes passaram a trabalhar com o sequestro como principal linha de investigação.
A tese de rapto ganhou força após o trabalho de cães-farejadores, que identificaram o odor das crianças até a margem do Rio Mearim, ponto onde o rastro desaparece. Somado a isso, a Marinha confirmou a ausência de indícios de corpos ou acidentes nas águas locais, o que enfraquece a hipótese de afogamento e reforça a possibilidade de que os menores tenham sido levados por meio de uma embarcação.
Peça central para o esclarecimento do crime, o primo das crianças, Anderson Kauan, recebeu alta hospitalar e já colabora diretamente com a polícia. O menino foi fundamental ao refazer o trajeto percorrido e indicar o local exato onde o rastro dos irmãos foi sentido pelos cães. Por ser considerado um “arquivo vivo”, Kauan agora está sob rigorosa proteção policial para garantir sua integridade física e evitar riscos à sua vida.
Para assegurar seu bem-estar psicológico e a segurança necessária, o garoto foi transferido para uma residência protegida pela Prefeitura de Bacabal. O caso agora conta com o apoio de especialistas em psicologia forense, que devem auxiliar na coleta de informações cruciais por meio de interações controladas com o sobrevivente, enquanto a Polícia Civil mantém diligências sigilosas para identificar o paradeiro de Ágata e Allan.
