Comissão Federal de Artes aprova rosto de Donald Trump em moeda de ouro

Comissão Federal de Artes aprova rosto de Donald Trump em moeda de ouro

Internacional

A Comissão Federal de Artes dos Estados Unidos aprovou, em votação realizada na última quinta-feira (19), o design de uma nova moeda de ouro de 24 quilates que estampará o rosto do presidente Donald Trump. A peça faz parte das celebrações oficiais do “Semiquincentennial” — os 250 anos da independência norte-americana, a serem completados em julho de 2026. O modelo aprovado apresenta o perfil do mandatário com uma expressão solene e punhos cerrados sobre uma mesa, ladeado pelas inscrições tradicionais “Liberty” (Liberdade) e “In God We Trust” (Em Deus Confiamos), além das datas históricas 1776 e 2026.

O reverso da moeda mantém a simbologia clássica dos Estados Unidos, exibindo uma águia americana e a expressão em latim “E Pluribus Unum” (De muitos, um). Segundo o Tesoureiro dos EUA, Brandon Beach, a escolha do perfil de Trump para a face da moeda busca representar o espírito da democracia atual durante o marco histórico do país.

Entretanto, a decisão — tomada de forma unânime por um comitê cujos integrantes foram todos indicados pelo próprio presidente — desencadeou uma imediata batalha de interpretações legais em Washington.

O ponto central da controvérsia é uma lei federal de 1866 que estabelece uma restrição rigorosa: “Somente o retrato de um indivíduo falecido pode aparecer em moedas e títulos dos EUA”. Críticos e especialistas jurídicos ouvidos pelo The New York Times apontam que a aprovação ignora um século e meio de tradição institucional que evita o culto à personalidade de líderes em exercício.

Apesar do impasse, o governo planeja uma série de três moedas com a efígie presidencial, incluindo uma versão de US$ 1 destinada à circulação comum no mercado. A movimentação é vista por analistas políticos como um gesto de reafirmação de poder de Trump em meio às festividades do jubileu da nação.

Enquanto colecionadores e apoiadores celebram a raridade da peça em ouro puro, opositores prometem questionar a legalidade da cunhagem nos tribunais federais, alegando que a quebra da norma de 1866 abre um precedente perigoso para a simbologia do Estado.

O embate entre a vontade política do comitê e as limitações do Código dos EUA deve se intensificar à medida que o cronograma de produção da Casa da Moeda avança.

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