Petróleo: ataques contra o Irã geram temor de nova crise inflacionária

Petróleo: ataques contra o Irã geram temor de nova crise inflacionária

Economia

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã na madrugada deste sábado, 28, pode fazer com que o preço do Petróleo suba e pressione a inflação em diversos países no curto prazo.

O preço do petróleo já havia subido mais de 2% na última sexta-feira, 27, véspera do ataque. Em 2017, período em que se intensificaram sanções contra o Irã, o país produzia cerca de 4,1 milhões de barris de petróleo por dia. Em 2026, essa produção está na casa de 3,2 milhões de barris diários.

Um dos principais temores é do Irã restringir o tráfego no Estreito de Homuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo. Isso pode fazer com que o barril suba de preço ainda mais.

“Qualquer ameaça a esse fluxo tem potencial de encarecer o barril rapidamente, o que se traduz em aumento nos preços dos combustíveis, elevação do custo do frete internacional e pressão indireta sobre cadeias produtivas inteiras”, explicou  Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos. 

O especialista afirma, contudo, que no médio prazo, caso o cenário político mude,  os preços podem cair, já que, diferente da Venezuela, a estrutura iraniana segue operacional e pode ampliar a capacidade de produção para 4 milhões de barris diários rapidamente.

“Em um cenário de normalização política e reintegração maior do Irã ao mercado internacional, a oferta global poderia aumentar no segundo semestre, pressionando o preço de equilíbrio para baixo. Nesse contexto, o movimento que inicialmente seria inflacionário poderia se tornar desinflacionário mais adiante”, encerrou.

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