Polícia conclui inquérito sobre cão Orelha e pede internação de adolescente

Polícia conclui inquérito sobre cão Orelha e pede internação de adolescente

Justiça

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) informou, nessa terça-feira (3), que finalizou as investigações sobre o caso do cão Orelha, morto por eutanásia no dia 5 de janeiro, em decorrência de agressões sofridas por um grupo de adolescentes na madrugada do dia anterior, na Praia Brava, em Florianópolis, Santa Catarina.

De acordo com comunicado emitido pela corporação, uma força-tarefa foi montada para chegar à autoria dos crimes. Quatro adolescentes foram reconhecidos como responsáveis pelas agressões que levaram à morte do animal. Os jovens também foram apontados como autores da tentativa de afogamento do cão Caramelo, que conseguiu fugir dos agressores. Além disso, três adultos foram indiciados por coação a testemunha, segundo informou a Polícia.

Também foi destacado que as investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), ambas situadas na capital catarinense. A força-tarefa envolveu forças de segurança de Santa Catarina.

Processo de análise por parte das autoridades foi extenso

A Polícia Civil informou ter analisado mais de mil horas de filmagens na região, com a utilização de 14 equipamentos. Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas. Oito adolescentes suspeitos foram investigados. Um software francês, obtido pela corporação, ajudou a analisar a localização do responsável pelo ataque ao cachorro.

A Polícia Civil informou que o processo de análise partiu do começo da manhã do dia 4 de janeiro, data das agressões contra o cão comunitário. Naquele dia, às 5h25 da manhã, o adolescente foi filmado enquanto saía do condomínio onde mora, na Praia Brava. Às 5h58, ele é registrado durante o retorno ao local. Ele estava acompanhado de uma amiga. As autoridades explicam que esse foi um ponto de contradição no depoimento do jovem. O jovem afirmou que havia ficado dentro do condomínio, na área da piscina. A fala, portanto, acabou desmentida. Outras testemunhas ajudaram a alcançar a conclusão.

Viagem aos EUA, tentativa de coação pela família e importância de peças de roupa

A Polícia Civil relata que o adolescente viajou aos Estados Unidos consciente de que poderia ser investigado como suspeito. Ele foi para o exterior no mesmo dia em que a corporação abriu as investigações e obteve conhecimento dos potenciais responsáveis. O jovem ficou nos EUA até o dia 29 de janeiro. Quando voltou, acabou interceptado no aeroporto.

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