Nova tabela do Imposto de Renda entra em vigor e isenta quem ganha até R$ 5 mil mensais

Nova tabela do Imposto de Renda entra em vigor e isenta quem ganha até R$ 5 mil mensais

Economia

Uma mudança estrutural na carga tributária brasileira começa a ser sentida no bolso dos trabalhadores a partir deste mês de fevereiro. Com a vigência da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para 2026, contribuintes com rendimento bruto de até R$ 5 mil mensais passam a contar com isenção total do tributo. A medida, confirmada pelo Ministério da Fazenda, alcança empregados do setor privado, servidores públicos, além de aposentados e pensionistas do INSS, incidindo inclusive sobre o décimo terceiro salário.

O novo regramento estabelece uma política de progressividade que também alivia a pressão sobre a classe média. Trabalhadores que recebem entre R$ 5.000 e R$ 7.350 serão contemplados com um desconto parcial, que reduz o valor do imposto devido de forma gradual.

Segundo o Governo Federal, a iniciativa visa promover justiça tributária e ampliar o poder de compra de milhões de famílias, permitindo que o excedente financeiro seja reinvestido no consumo e no planejamento doméstico.

Para garantir o equilíbrio das contas públicas diante da isenção, o Governo implementou um mecanismo de compensação fiscal focado no topo da pirâmide de renda. A partir de agora, contribuintes com ganhos mensais acima de R$ 50 mil e parte dos recebedores de dividendos enfrentarão alíquotas mais elevadas.

Estima-se que esse aumento na carga tributária afete aproximadamente 141 mil brasileiros, transferindo o peso da arrecadação para os extratos de maior capacidade contributiva da sociedade.

Embora o alívio no contracheque seja imediato, o Ministério da Fazenda ressalta que o ajuste formal só será consolidado na Declaração de Ajuste Anual de 2027. Importantes parâmetros de abatimento continuam vigentes, como as deduções por dependente, gastos com educação e os limites de desconto simplificado.

A correção da tabela é vista por especialistas como o passo mais significativo na reforma da renda dos últimos anos, buscando corrigir distorções históricas que penalizavam o consumo das faixas salariais intermediárias.

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