Justiça nega pedido de exame de sanidade mental para acusada de envenenar família com ovo de Páscoa

Justiça nega pedido de exame de sanidade mental para acusada de envenenar família com ovo de Páscoa

Justiça

A Justiça do Maranhão negou o pedido de realização de exame de sanidade mental em Jordélia Pereira Barbosa, de 36 anos, acusada de envenenar uma família em Imperatriz com ovo de Páscoa que continha chumbinho, causando a morte de duas crianças. O pedido de exame de sanidade mental foi feito pela defesa da acusada e negado pelo juiz durante a audiência de instrução que ocorreu na última segunda-feira (14), no Fórum de Imperatriz.

De acordo com a justiça, o exame de sanidade mental foi negado porque não há sinais de que Jordélia não possa responder pelos próprios atos. Durante o depoimento, Jordélia afirmou que comprou o ovo de chocolate e enviou para Mirian, mas negou que teria envenenado o doce.

Mirian Lira, uma das vítimas do crime, também participou da audiência de forma virtual. Em depoimento, Mirian alegou que vinha sofrendo ameaças por parte da acusada desde o início do relacionamento com o ex-marido de Jordélia. A acusada está presa na unidade prisional feminina de São Luís desde abril.

Relembre o crime

Jordélia Pereira Barbosa envenenou três membros de uma mesma família; a mãe, identificada como Mirian Lira Rocha, de 38 anos e os seus dois filhos: Luís Fernando Rocha Silva de 7 anos e Evely Fernanda, de 13 anos. Os três consumiram um ovo de Páscoa em Imperatriz. Jordélia seria a ex do atual companheiro de Mirian Lira.

Luís Fernando foi a primeira vítima. A irmã, Evely Fernanda não resistiu ao envenenamento e foi a óbito no dia 22 de abril. Evely estava internada desde o dia 16 de abril, data em que comeu o ovo envenenado. De acordo com o boletim médico, a paciente teve choque vascular refratário associado a múltipla falência dos órgãos. A mãe das crianças, Mirian Lira Rocha, de 38 anos, também sofreu intoxicação e esteve internada.

Guarda dos filhos

Jordélia também perdeu a guarda dos dois filhos que tinha com o ex-marido. A decisão é do juiz Alexandre Antônio José de Mesquita, da 3ª Vara de Santa Inês, e ocorreu após o pai das crianças solicitar a alteração na guarda.

Para o juiz, a guarda dos filhos deve ser encaminhada de forma unilateral ao pai porque Jordélia é suspeita de duplo homicídio, o que indica a incapacidade da mãe de assegurar o melhor interesse das crianças. Atualmente, Jordélia está detida na Unidade Prisional de Ressocialização Feminina de São Luís (UPFEM), aguardando o andamento do seu processo.

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