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Troço de doido

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, classificou como “troço de doido”, a avaliação do ex-presidente Lula sobre o julgamento do processo do mensalão. Segundo Lula, o resultado teve 80% de decisão política e apenas 20% de decisão jurídica. “Não sei como ele tarifou,  como fez essa medição.  Qual aparelho permite isso? É um troço de doido”, disparou o ministro do STF.

Marco Aurélio Mello recorreu a uma antiga gíria que, de acordo com o dicionário Aurélio, é empregada para designar coisa imprestável, traste velho, tralha ou qualquer objeto cujo nome não importa,  não se sabe ou não se quer declinar. Logo, a declaração de Lula a uma rede de TV portuguesa teria sido “coisa de doido”.

Mas como a Língua Portuguesa também tem lá suas loucuras, a mesma palavra empregada pelo ministro tem outra conotação, totalmente diferente. “Troço” também é pessoa importante, influente, figurão: “o homem é troço na política”, conforme emprego exemplificado no próprio dicionário. E que Lula ainda é troço, dentro ou fora do Governo, não há dúvida. Os dois sentidos da palavra podem ser empregados, de acordo com a ideologia-semântico-política de cada um.

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